Um menino de três anos de idade morreu após ser infectado por leishmaniose no começo de fevereiro desde ano. A irmã dele também foi picada e está internada em tratamento. A doença é transmitida pelo mosquito palha, que possui dois milímetros de tamanho. Os casos deixaram a Prefeitura do Rio em alerta. De acordo com a coordenadora de Vigilância em Zoonoses, a limpeza é a melhor prevenção.
“Os cães não transmitem a leishmaniose por contato direto. Eles são sentinelas da doença. Os casos com caninos precedem os casos em humanos. O animal apresenta um emagrecimento progressivo para se alimentar, ocorre o aumento do volume abdominal e outros sintomas, destacou Patrícia Nuñez.
Técnicos do Controle de Zoonoses coletaram 104 amostras de sangue de cães da comunidade Camarista Méier, onde as contaminações foram registradas. Três casos foram confirmados e os cachorros foram sacrificados com a autorização dos donos. Outro continua isolado, esperando o resultado.
Nos seres humanos, os principais sintomas são:
Lesões na pele
Febre
Inchaço no abdômen
Emagrecimento
Em 2018, o Rio também registrou dois casos de leishmaniose. Ambos em adultos que não morreram. Após os casos confirmados em crianças, a Prefeitura do Rio reforçou o monitoramento.
“Ele [o mosquito] não se reproduz em água, ele se reproduz em matéria orgânica. E o que que é isso? São folhas, acúmulo de terra, cadáveres, lixo, material orgânico. Ele utiliza esse material para se reproduzir. Então, a medida de recomendação básica é higiene desses locais onde esses animais estão”, destacou Patrícia Nuñez.
Fonte: G1.com
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